Redação
Uma descoberta da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) sobre a presença de terras raras no estado pode ampliar significativamente as reservas brasileiras desses minérios estratégicos. Apesar do potencial, especialistas alertam que a exploração ainda exige novas pesquisas para confirmar a viabilidade econômica.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Geólogos, há indícios relevantes em áreas como Itiquira, no sudeste do estado; Serra do Canamã, no norte; e Planalto da Serra, no centro-sul. “Em nível de geologia global, este é um lugar natural para essas rochas, e até hoje elas foram descobertas apenas parcialmente. Há muito ainda a ser explorado”, explica o professor da UFMT e geólogo Francisco Pinho.
O Brasil já ocupa a segunda posição mundial em reservas de terras raras, atrás apenas da China. Nos últimos dois anos, a Agência Nacional de Mineração (ANM) autorizou 18 empresas — nacionais e estrangeiras — a pesquisarem a ocorrência desses elementos em Mato Grosso, em uma área que soma 180 mil hectares. Os estudos envolvem quatro mineradoras e três pessoas físicas, com origem na Austrália, em Minas Gerais e no próprio estado.
Segundo o gerente regional da ANM, Jocy Gonçalo de Miranda, o processo está em fase inicial. “Por enquanto é apenas mapeamento. Depois vem a fase de campo. Se for identificado teor que possa ser beneficiado e apresentar viabilidade econômica, será dada continuidade para a lavra”, afirmou.
Desde 2023, a agência já recebeu mais de 2.400 pedidos de análise em várias regiões do país, principalmente em Minas Gerais, Bahia e Goiás.
O termo designa um grupo de 17 elementos químicos, geralmente misturados a outros minerais e de difícil extração. Apesar do nome, não são exatamente raros, mas isolá-los em alta pureza é um processo caro e complexo.
Esses minérios são fundamentais para a produção de turbinas eólicas, motores de veículos elétricos, chips de computadores e celulares, equipamentos médicos, satélites, foguetes e dispositivos eletrônicos de última geração.
Por sua importância estratégica, as terras raras estão no centro da economia do século 21 e de disputas geopolíticas que envolvem as maiores potências globais.
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